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CVM montou divisão de IA e tokenização: o que esperar no curto prazo

A CVM criou a Ditec, divisão de tecnologia financeira com foco em IA e tokenização. Entenda o que muda no mapa regulatório e o que o assessor precisa acompanhar.

Sala de tecnologia financeira com monitores de dados de mercado

CVM montou divisão de IA e tokenização: o que esperar no curto prazo

A CVM criou uma divisão dentro da casa dedicada a IA, tokenização e fintech. Tem nome: Ditec. Tem endereço: Superintendência de Inteligência. E tem prioridade número 1 declarada: o projeto de tokenização de valores mobiliários, com cronograma de 2026 a 2027.

Sala de tecnologia financeira com monitores de dados de mercado

O que aconteceu

A Comissão de Valores Mobiliários editou a Resolução CVM 246 em 31 de julho de 2026, criando a Divisão de Tecnologia Financeira (Ditec) dentro da Superintendência de Inteligência. A medida atualiza a Resolução CVM 24, que rege o Regimento Interno da autarquia.

A Ditec tem dois objetivos centrais. O primeiro: estabelecer diretrizes técnicas para uso de soluções analíticas e computacionais avançadas. O segundo: propor, implementar e revisar políticas internas de governança e uso ético da inteligência artificial.

As três prioridades iniciais para 2026-2027 estão explicitadas na resolução:

  • Assessoria técnica ao projeto de tokenização de valores mobiliários
  • Apoio à próxima rodada do Sandbox Regulatório da CVM
  • Acompanhamento dos debates internacionais da Fintech Task Force da IOSCO

A CVM justificou a criação da Ditec com a necessidade de “acompanhar e examinar as transformações tecnológicas e o surgimento acelerado de inovações financeiras no mercado de capitais, identificando impactos e oportunidades de aperfeiçoamento regulatório”.

Por que isso importa pro assessor

Tokenização de ativos mobiliários não é mais tema de evento de VC. Já existem estruturas operacionais no mercado, algumas distribuídas por assessores. Com a CVM formalizando uma divisão com calendário e orçamento específico pra isso, a regulação desses ativos vai acelerar. Quem assessora cliente de média e alta renda precisa saber que esse produto ganha mais clareza regulatória no prazo de 1 a 2 anos, e chega com mais força na prateleira.

O Sandbox Regulatório é o outro ponto de atenção. É pelo sandbox que modelos de distribuição não regulamentados ganham o caminho pra operar legalmente. Uma nova rodada significa que produtos ou estruturas que hoje vivem no mato alto normativo podem ter aprovação pra chegar ao cliente antes da regulação definitiva. Pra quem assessora, esse é um vetor de novos produtos nos próximos meses.

Minha leitura

Pra mim, o sinal mais claro aqui é o cronograma. Tokenização entrou como prioridade 1, com prazo até 2027. Não é “quando der”. É 2027. O assessor que acha que ativos tokenizados ainda são pauta de gestora de boutique vai ser atropelado pela velocidade do regulador. A Ditec vai publicar posicionamento sobre tokenização e sobre o sandbox, e quem acompanhar esse material vai ter vantagem de entender o movimento antes do cliente perguntar.

Fonte: Money Times

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