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NOTÍCIA

BRB pode quebrar: Durigan alerta rombo de R$ 17 bi no FGC

Ministro Durigan confirma: liquidar o BRB custa R$ 17 bi ao FGC. Governo propõe empréstimo de R$ 5 bi ao DF para evitar a quebra.

Fachada de banco público fotografada de baixo para cima com céu nublado ao fundo

BRB pode quebrar: Durigan alerta rombo de R$ 17 bi no FGC

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou em entrevista ao Valor Econômico nesta quarta-feira (27) o que o mercado já suspeitava: se o Banco de Brasília for liquidado, o rombo no FGC chega a R$ 17 bilhões. Uma conta que, na prática, seria paga pelos bancos associados ao fundo, que cobre os CDBs, LCIs e LCAs dos seus clientes.

Fachada de banco público fotografada de baixo para cima com céu nublado ao fundo

O que aconteceu

O BRB (Banco de Brasília), controlado pelo governo do Distrito Federal, atravessa uma crise de capital que foi parar no Supremo Tribunal Federal. O ministro Durigan deu entrevista ao Valor Econômico nesta quarta (27) e colocou número no tamanho do problema: uma eventual liquidação da instituição provocaria déficit de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos, valor que teria de ser coberto pelos próprios bancos associados ao FGC.

Para evitar esse cenário, o governo apresenta uma alternativa: o FGC empresta cerca de R$ 5 bilhões ao Distrito Federal. O empréstimo seria garantido por um sindicato de instituições financeiras públicas e privadas, com contragarantia atrelada aos Fundos de Participação dos Estados (FPE), dos Municípios (FPM) e possivelmente ao Fundo Constitucional do DF (FCDF). Os R$ 5 bilhões representam cerca de 16% da receita corrente líquida do DF.

A lógica do governo é direta: o FGC prefere emprestar R$ 5 bi com garantia real a absorver R$ 17 bi de golpe sem contrapartida. “Os bancos teriam um prejuízo muito maior caso nada fosse feito”, disse Durigan.

Uma nova audiência de conciliação está marcada no STF para esta quinta-feira (28). O acordo ainda não está fechado.

Por que isso importa pro assessor

O FGC é a rede de segurança que sustenta a venda de renda fixa de banco médio. “Coberto pelo FGC até R$ 250k por CPF por instituição” é o argumento que fecha CDB quando o cliente hesita entre o spread e o Tesouro.

Se o fundo precisasse absorver R$ 17 bilhões de uma vez, não zeraria as reservas, mas comprimiria a capacidade operacional e forçaria aporte compulsório dos bancos associados. No curto prazo, a cobertura continua garantida por lei. O que está em jogo é o desfecho do STF.

Dois pontos práticos pra monitorar agora:

Primeiro: quem tem cliente com CDB ou LCI emitido diretamente pelo BRB precisa acompanhar esse processo de perto. O gatilho de acionamento do FGC só ocorre com intervenção ou liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.

Segundo: quem tem posições em ativos que migraram do Banco Master para o BRB, incluindo FIDCs, debêntures e crédito estruturado, precisa revisar o que está dentro dessas posições hoje. O lastro dessas operações merece atenção redobrada.

Minha leitura

Isso sinaliza que a briga chegou no STF porque nenhuma das partes – DF, governo federal e FGC – quer pagar a conta sozinha. O empréstimo de R$ 5 bi é a saída mais barata pra todos e tem boa chance de avançar na audiência de quinta.

Vale atenção especial a quem tem base com concentração em instrumentos do BRB ou legados do Master. Não é hora de pânico. É hora de saber o que está na custódia do cliente antes que ele ligue perguntando.

Fonte: InfoMoney

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