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NOTÍCIA

T4F sai da B3: quem ainda tem o papel tem até 20 de agosto pra vender

T4F concluiu a OPA e vai cancelar registro na B3. Quem ainda tem o papel na base do cliente tem até 20 de agosto pra vender a R$ 6,02 por ação.

Painel de cotações em pregão de bolsa de valores com dados financeiros

T4F sai da B3: quem ainda tem o papel tem até 20 de agosto pra vender

A Time For Fun concluiu em 20 de julho de 2026 a OPA que abre o caminho para o cancelamento do seu registro na B3. O preço da oferta foi de R$ 6,02 por ação, corrigido pela Taxa Selic desde o fim de 2025. Quem ainda carrega o papel na carteira do cliente tem prazo até 20 de agosto para exercer o direito de venda. Depois da aprovação da CVM, o ambiente muda.

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O que aconteceu

A Time For Fun (T4F), empresa de entretenimento fundada em 1983 por Fernando Luiz Alterio e responsável por trazer ao Brasil shows como os da Taylor Swift, além dos festivais Lollapalooza e Primavera Sound, concluiu em 20 de julho de 2026 a etapa final da oferta pública de aquisição (OPA) que viabiliza sua saída da B3.

Na operação, foram adquiridas 1.946.835 ações ordinárias ao preço de R$ 6,02 cada, valor corrigido pela Taxa Selic desde o final de 2025. Esse volume representa 58,13% das ações em circulação e mais de 82% dos papéis considerados para a oferta. Com a liquidação prevista para 22 de julho, o grupo controlador passará a deter 79,14% do capital da companhia.

O desempenho da ação conta essa história por conta própria. O papel acumula queda de 2,13% no ano e de 11,44% nos últimos 12 meses. Desde a abertura de capital em 2011, a perda ultrapassa 90%. Quinze anos de bolsa. Noventa por cento de perda.

O prazo imediato é 20 de agosto. Esse é o período de “put” em que os minoritários ainda podem exercer o direito de vender suas ações a R$ 6,02, mesmo sem ter participado da OPA original. Após esse prazo, o próximo passo é a aprovação da CVM para o cancelamento formal do registro da companhia como aberta.

Até a CVM aprovar, as ações continuam negociadas normalmente na bolsa. Mas quando a aprovação vier, o papel sai do ambiente de liquidez do mercado regulado. A partir daí, operações de compra e venda precisam ser feitas diretamente pelo Banco Bradesco, que assume esse papel após o cancelamento de registro.

Por que isso importa pro assessor

Se tem cliente com T4F na base, o radar precisa estar ligado agora. Não é pra virar evento de ansiedade, mas tem prazo concreto: 20 de agosto para exercer o direito de vender a R$ 6,02. Quem deixar passar sem tomar decisão vai encontrar, depois da aprovação da CVM, um ambiente de saída bem menos prático do que o pregão regular. Deixar o prazo de agosto passar sem avisar o cliente é deixar dinheiro na mesa. E pior: é ele descobrir sozinho e perguntar por que você não avisou.

Esse tipo de evento (OPA de cancelamento de registro) é exatamente o que diferencia o assessor que monitora a carteira do que aparece só quando o cliente liga com susto. Comunicação proativa agora, mostrando o prazo e as opções, é serviço que custa zero e gera percepção de valor real.

Minha leitura

T4F abriu capital em 2011 e entregou mais de 90% de perda em 15 anos. Não é coincidência. É o resultado de uma empresa de entretenimento ao vivo tentando operar como companhia aberta num mercado que valoriza previsibilidade de caixa. Vale atenção a quem ainda carrega esse papel na base do cliente. O prazo de agosto é a última saída organizada antes de o papel migrar para um ambiente de menor liquidez. Quem tem exposição precisa decidir agora.

Fonte: Exame

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